Os pilares do turismo sustentável

Utilizando os recursos disponíveis de forma sustentável, apoiando negócios locais, promovendo a inclusão no mercado de trabalho, incentivando práticas comunitárias tradicionais e impulsionando a economia local. Incentivar a participação da população local e garantir que as atividades econômicas relacionadas ao turismo atendam aos seus interesses, com a garantia de que não sejam prejudicadas ou exploradas e tenham condições de trabalho justas. Este pilar também inclui a preservação do patrimônio histórico e cultural. Identificar e minimizar o potencial impacto do turismo no ecossistema local, conservando os recursos naturais e protegendo a biodiversidade.

Isso inclui mecanismos que abranjam regras de visitação e fiscalização, além de investimentos em infraestrutura, como o apoio à gestão responsável de resíduos. Esses pilares ajudam a tornar o turismo viável a longo prazo, preservando os atrativos turísticos para garantir que eles continuem sendo visitados no futuro. Afinal, quando um destino se degrada, ele deixa de atrair o interesse das pessoas. Colocar isso em prática é um desafio que exige um esforço colaborativo de órgãos governamentais, empresas do setor de hospitalidade (como hotéis, restaurantes e agências de viagens), trabalhadores (como guias turísticos) e viajantes.

“No cerne de tudo está uma governança eficaz que garanta o cumprimento das políticas de apoio ao turismo sustentável”, afirma Sagi. Uma prática comum no turismo sustentável é limitar o número de visitantes a determinadas cidades e locais. “Estudos são realizados para identificar a capacidade de cada local e monitorar o número de visitantes”, diz Sagi. “Em alguns casos, também há taxas para ajudar a limitar o fluxo de pessoas e financiar a gestão do impacto dessa população sazonal, que causa desafios significativos de infraestrutura pública.”

Um exemplo vem da cidade de Veneza, na Itália, que recentemente começou a cobrar dos visitantes uma taxa que varia de 1 a 5 euros pelas cinco primeiras noites consecutivas na cidade. Trata-se de uma tentativa de reduzir o turismo de massa, que acaba impactando a vida da população local e o meio ambiente — a título de referência, a cidade de aproximadamente 50.000 residentes permanentes recebeu cerca de 2 milhões de turistas em 2023 , e metade deles ficou por apenas um dia.

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